Dados epidemiológicos portugueses indicam uma prevalência de osteoporose de 25% a nível da
coluna lombar e de 29% a nível do colo do fémur, em mulheres portuguesas pós-menopausicas. Ao olhar para estes números com atenção repara-se que se está a falar de ¼ da população feminina idosa! Isto sem contar com os 51,8% de mulheres e 54,7% dos homens acima dos 50 anos que sofrem de osteopénia, isto é, de uma diminuição significativa da sua massa óssea.
Mecanismos de Formação e Reabsorção Ósseas:
O osso é um tecido vivo de extraordinária resistência à torção, tracção e compressão e ao mesmo tempo de admirável leveza. O osso encontra-se em constante remodelação e reparação, um processo de equilíbrio dinâmico entre a reabsorção óssea feita pelos osteoclastos (processo catabólico) e a formação óssea feita pelos osteoblastos (osteogénese, processo anabólico).
Os reguladores da manutenção deste equilíbrio são os osteocistos, que se encontram no interior da matriz óssea. Quando a actividade dos osteoclastos supera a dos osteoblastos o osso começa a perder densidade e a ficar mais frágil, havendo o risco aumentado de sofrer uma fractura ou fissura.
Existem factores importantes que influenciam positivamente na remodelação óssea:
− Actividade física regular
− Alimentação rica em cálcio e vitamina D
− Factores hormonais: testosterona, IGF-1, HGH, estrogénios, insulina.
− Vascularização e Circulação Linfática
− Forças-G (gravidade ou hipergravidade)
O osso é um tecido que responde às necessidades funcionais que se lhe impõe. Assim, se ele não estiver sujeito a nenhum tipo de actividade, se estiver em desuso, a taxa de reabsorção óssea supera a taxa de formação.
A aplicação de um estímulo mecânico gera um stress e uma deformação ao osso que se vai traduzir numa activação dos osteoblastos (osteogénese), tornando-o progressivamente mais forte e resistente. O osso adapta-se ao uso produzindo mais massa óssea e à inactividade perdendo a sua densidade mineral.
Com o elevado número de repetições por minuto que a Power Plate® produz e com a quantidade enorme de unidades motoras musculares activadas, o osso sujeito ao Treino por Aceleração™ é fortemente estimulado, tanto mecanicamente como circulatoriamente como hormonalmente.
A rápida activação muscular juntamente com a penetrabilidade da vibração nos tecidos, incrementa fortemente mobilidade e a pressão exercida pelos fluido corporais na matriz óssea, estimulando os osteocistos para osteogénese.
O Treino por Aceleração™ produz forças gravitacionais entre 1,8G e os 6,4G relembrando
constantemente ao osso da sua função de suporte vertical, da sua funcionalidade.
Todos estes factores combinados e conjugados proporcionam um ambiente hormonal adequado que favorece a osteogénese.